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quinta-feira, 21 de maio de 2015

JARDIM BOTÂNICO DE SALVADOR BAHIA

Entrada do Jardim Botânico

Jardim Botânico de Salvador


Jardim Botânico de Salvador é um jardim botânico localizado em Salvador, capital do estado da Bahia. Foi criado em 22 de março de 2002, conforme decreto nº 13.546, referendado pela lei 6.291 de 2003, ocupando 17 hectares de domínio público.
 Foi fruto da transformação do Horto da Mata dos Oitis em jardim botânico, com preocupações sobre o oiti-da-bahia, o jacarandá-da-bahia, espécies ligadas ao candomblé e outras endêmicas ao bioma da Mata Atlântica.  
Nele, são realizados pesquisas acadêmicas, conservação e preservação das plantas, atividades voltadas para a educação ambiental, além de incentivar a utilização sustentável da flora como forma de preservação ambiental. O espaço abriga mais de 60 mil plantas provenientes de vários biótipos, como Mata AtlânticaAmazôniaCerradoCaatingaRestinga e Manguezal.
 O Jardim Botânico de Salvador foi criado em 22 de março do ano de 2002, conforme Decreto no 13.546, referendado pela Lei 6.291/2003, ocupando uma área de domínio público, com 17 hectares, anteriormente, denominada de Mata dos Oitis, devido à ocorrência do Oiti da Bahia [Licania salzmanii (Hook f.) Fritsch]. 

É vinculado à Prefeitura Municipal do Salvador, sob a interveniência da Superintendência de Parques e Jardins (SPJ), apresentando a missão de estudar e preservar a flora baiana sob os aspectos botânicos, históricos e culturais, propiciando meios para realização e divulgação de pesquisas tecno – científicas e sua aplicabilidade. 

Tem como objetivos (a) conduzir pesquisas genéticas visando a conservação e a preservação de espécies nativas; (b) resgatar informações etnobotânicas com ênfase em espécies vegetais utilizadas nos rituais afro-brasileiros; (c) promover o conhecimento dos recursos florísticos da região; (d) conhecer o desenvolvimento das espécies vegetais em seu habitat natural; (e) proteger espécies ameaçadas de extinção para a manutenção de ecossistemas; (f) promover intercâmbio tecno-científico com órgãos nacionais e internacionais; (g) manter banco de germoplasma; e (h) desenvolver programas na área de educação ambiental. 

Acha-se situado em Salvador, capital do Estado da Bahia, no bairro Pau da Lima, delimitado ao Norte pela Rua São Marcos, ao Sul pela Avenida Gal Costa e a Leste e Oeste por dois afluentes do Rio Pituaçu, cujas nascentes estão localizadas no sítio do Jardim. Cabe ressaltar, o convênio celebrado entre a Prefeitura Municipal do Salvador e a Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que contempla a transferência para o Jardim, do acervo do Herbário RADAMBRASIL, criado em 1980, e que abriga, atualmente, cerca de 50.000 exsicatas oriundas da Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga e Ambientes Costeiros. 

Nos registros deste Herbário, considerado um dos sete mais importantes do Brasil, encontram-se 20 famílias, representadas por 24 espécies coletadas na área do Jardim Botânico, no período de 1976 a 1986. 

Pessoal: O Jardim Botânico possui uma equipe especializada e treinada de 06 técnicos de nível superior, entre eles.

Instalações: administração e áreas de produção e de apoio funcional. Em construção uma edificação de 740m2 , com instalações para abrigar o herbário e salas para pesquisadores. Engenheiros Agrônomos, Botânicos, um Arquiteto e uma Bióloga que atua na área de educação ambiental. Conta, ainda, com 15 funcionários que atendem aos serviços de jardinagem e manutenção, 06 vigilantes, além de um serviço de vigilância terceirizada.

FONTES:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jardim_Bot%C3%A2nico_de_Salvador
http://rbjb.org.br/sites/default/files/users/u82/imce/salvador.pdf
http://www.jb.salvador.ba.gov.br/index.asp?pg=jb

IMAGENS:
https://salaverdeufba.wordpress.com/2014/06/28/jardimbotanicosalvador/
http://www.tribunadabahia.com.br/2014/08/20/secretaria-prepara-projeto-de-reforma-para-jardim-botanico-de-salvador
http://arq-contemporanea-ajl.blogspot.com.br/2011_06_01_archive.html









segunda-feira, 25 de agosto de 2014

JARDIM BOTÂNICO DE MANAUS - AMAZONAS - BRASIL

Árvore no Jardim Botânico de Manaus
Pequena mostra de que pode ser apreciado no jardim botânico.
Foto 1
Orquídea no Jardim Botânico de Manaus
Foto 2
Foto 3
Jardim temático das palmeiras
Jardim temático das palmeiras 
Foto 4
Viveiro de orquídeas e bromélias
Viveiro de  orquídeas e bromélias
Foto 5
Trilha das aráceas
Foto 6
Foto 7
Visitar o Jardim Botânico Adolpho Ducke de Manaus é experimentar toda a exuberância da floresta de terra firme amazônica.
Localizado na borda da Reserva Florestal Adolpho Ducke, na zona Leste de Manaus, seus mais de 3km de trilhas levam o visitante ao interior da mata primária onde é possível encontrar árvores como um angelim-pedra (Dinizia excelsa) de 40 metros e 400 anos de idade. 
Borboletas e outros insetos, macacos e preguiças também podem ser vistos nas trilhas. Com sorte, há a chance de um encontro com animais selvagens raros, como o gavião-real (Harpia harpyja), que chega a medir dois metros de uma asa a outra e é considerada a mais poderosa ave de rapina do mundo.
Coleções de palmeiras, helicônias e aráceas, e um viveiro de orquídeas e bromélias formam o acervo de espécies trazidas do interior da Reserva e de diferentes regiões da Amazônia. 
Biblioteca, anfiteatro, pavilhão e tenda para exposições e um viveiro com mudas para doação completam os atrativos. Programas de educação ambiental, jogos, oficinas de arte e sessões de contação de história e planetário são oferecidos aos grupos e escolas que agendam sua visita. Cientistas e jovens universitários também encontram no local apoio para realizar seus estudos.
Todas essas atividades contribuem para que o Jardim concretize sua missão de gerar, promover e divulgar conhecimentos sobre a flora amazônica, seus ecossistemas e suas interações com o meio ambiente, contribuindo para a construção da consciência ambiental.
Criado em 24 de outubro de 2000, o Jardim Botânico de Manaus é administrado por meio de uma parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), a Prefeitura de Manaus e o Museu da Amazônia (Musa).

Fonte:http://www.jardimbotanicodemanaus.org/doku.php
Fotos 1 e 2 : http://brasilimperdivel.tur.br/jardim-botanico-manaus-amazonia/
Foto 3 : http://www.amazonasconvention.com.br/pagina_interna.php?cod=160
Foto 4 a 6: http://jardimbotanicodemanaus.org/doku.php?id=publico:visitacao
Foto 7: http://jardimbotanicodemanaus.org/lib/exe/fetch.php?cache=&media=blog:imagem1.jpg

domingo, 15 de dezembro de 2013

MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL E JARDIM BOTÂNICO DA UFMG

FOTO 1

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Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG localiza-se onde, antes, funcionava a Fazenda Boa Vista, propriedade da família Guimarães. Desapropriada, no início do século XX, pela Comissão Construtora de Belo Horizonte, a nova capital de Minas Gerais, a fazenda foi adquirida pelo Governo do Estado e recebeu o nome de Horto Florestal. 

Mais tarde, em 1912, com o objetivo de impulsionar suas atividades agroindustriais, o Estado de Minas Gerais transformou o Horto Florestal em uma Estação Experimental de Agricultura. Pouco tempo depois de sua criação, a Estação Experimental já distribuía centenas de mudas aos agricultores mineiros, além de sediar vários cursos a respeito da “Campanha do Reflorestamento”, projeto da Secretaria de Agricultura do Estado.


Em 1953, visando a ampliar, ainda mais, os trabalhos de pesquisas agronômicas da Estação, o então Governador do Estado, Milton Campos, criou, no local, o Instituto Agronômico. Nessa época, um prédio de 530 m2 foi construído para abrigar novos laboratórios de Citologia, Fisiologia, Plantas Ornamentais, Silvicultura e Botânica. 

Hoje, o mesmo prédio abriga a Secretaria Administrativa e a Biblioteca do MHNJB/UFMG. Além dessa edificação, outras seis foram construídas no local e utilizadas, então, como residência pelos técnicos do Instituto e suas famílias. Atualmente, essas casas sediam os setores de pesquisa do Museu.

Ao longo das décadas de 1950 e de 1960, o Instituto Agronômico alcançou reconhecimento internacional e contribuiu muito para o desenvolvimento de pesquisas agronômicas e de práticas de agricultura em todo o estado de Minas Gerais. Apesar de todos os benefícios que implicou para a população, a manutenção do Instituto tornou-se onerosa para o Estado. 

Assim, no final dos anos 1960, suas pesquisas foram interrompidas e sua área dividida e doada a entidades sem ligação com a agricultura. Uma das fatias desse terreno foi transferida para a UFMG, que nela, posteriormente, instalou seu Museu de História Natural.

ORIGEM
A origem do Museu de História Natural remete à extinta Sociedade Mineira de Naturalistas. Fundada na Faculdade de Filosofia da UFMG, em 19 de outubro de 1956. A Sociedade objetivava estimular atividades ligadas às pesquisas científicas e criar um Museu de História Natural em Belo Horizonte.
Apesar dos esforços de cientistas e estudantes do curso de História Natural para criação do Museu na época, foi só no fim da década de 1960 que a idéia conseguiu tornar-se real. Em 28 de fevereiro de 1968, pelo Decreto no 62317, do Presidente Arthur da Costa e Silva, determinou-se uma reformulação da estrutura das universidades brasileiras. 

O ato, conhecido como Reforma Universitária, implicou muitas mudanças e instituiu, entre várias medidas, a criação de um Museu de História Natural vinculado ao Instituto de Ciências Biológicas (ICB) e ao Instituto de Geociências (IGC) da UFMG.

O Instituto Agronômico, então, com suas pesquisas paralisadas e sua área verde cada vez mais devastada, foi o local escolhido para sediar o Museu. Após a necessária negociação com o Estado e com base em um levantamento de toda a área, o Museu foi instalado em parte do terreno do Instituto. 

Uma área de 439.000 m2 foi, então, cedida à UFMG mediante um Convênio de Comodato, assinado, em 12 de agosto de 1969, entre o Estado de Minas Gerais e a Universidade. Segundo o Convênio, a UFMG tinha direito ao uso da área por cinco anos, com direito à renovação desse prazo. 

No mesmo documento, ficou acordado que a Universidade forneceria verbas e pessoal técnico para a instalação do Museu. O apoio financeiro foi dado, nesse caso, pelo Conselho de Pesquisa e Extensão (CEPE) da UFMG. Finalmente, Belo Horizonte ganhava um centro de pesquisa e preservação de História Natural.

Em 1973, outro Convênio de Comodato firmado entre a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e a UFMG anexou ao Museu mais 150.000 m2 de mata nativa, contígua à área do Museu de História Natural, para a criação de um Jardim Botânico. A área total do Museu, incluindo a do Jardim Botânico, foi doada à UFMG em 1979.

Em 1994, o Museu deixou de ser subordinado ao ICB e ao IGC para se tornar Órgão Suplementar ligado diretamente à Reitoria da UFMG. A aprovação de um Regimento Interno, um verdadeiro marco em sua história, facilitou os processos administrativos, bem como possibilitou um maior crescimento financeiro do atual Museu de História Natural e Jardim Botânico da Universidade Federal de Minas Gerais (MHNJB/UFMG).

Os jardins botânicos, em geral, são espaços vivos de cultura e lazer, abertos ao público, e diferenciam-se dos parques por abrigarem uma coleção de plantas ordenada e devidamente classificada e registrada, o que aumenta seu potencial educativo.

Situado em uma área de 600 000 m2, o Jardim Botânico do Museu de História Natural da UFMG é um importante espaço de preservação da biodiversidade, uma vez que abriga inúmeras espécies da fauna e flora brasileiras. 

Aberto à visitação pública, ele oferece diversas opções de lazer, cultura e aprendizado pelo contato direto com a natureza e com todos os benefícios por ela gerados. Além disso, é responsável não só pelo levantamento e preservação das espécies botânicas locais mas também pela venda orientada de mudas.

HISTÓRICO
O Jardim Botânico foi criado simultaneamente ao Museu de História Natural da UFMG. A intenção era aproveitar a vegetação do antigo Instituto Agronômico e preservar a mata a através da criação de um ambiente de lazer e saber ecológico aberto ao público e à pesquisa.

A área verde do Instituto Agronômico compunha-se de duas reservas – uma natural e uma artificial. A primeira era constituída de inúmeros exemplares vegetais – entre outros, jacarandás e copaíbas – da antiga Fazenda Boa Vista. Já a reserva artificial vinha sendo cultivada, desde a década de 1950, por um grupo liderado por Camilo de Assis Fonseca Filho, engenheiro agrônomo. 

Assim, mais de 50 mil árvores nativas e exóticas foram plantadas na antiga área de pastagem dessa Fazenda. Com o passar dos anos, as duas reservas misturaram-se e, hoje, é quase impossível distinguir as espécies cultivadas das que cresceram, naturalmente, no local.


FONTE:http://www.mhnjb.ufmg.br/historico.html

FONTES DAS IMAGENS NA ORDEM EM QUE APARECEM NO POST
FOTOS 1 A 8 : http://www.mhnjb.ufmg.br/

sábado, 7 de dezembro de 2013

JARDIM BOTÂNICO DA UNIVERSIDADE DE SANTA MARIA - RIO G. DO SUL

 























Jardim Botânico da UFSM - JBSM - foi fundado em 1981. Seu acervo 

apresenta 349 espécies catalogadas, num total de aproximadamente 


2500 indivíduos, distribuídas em 13 hectares. 




O JBSM tem por missão ser um local privilegiado de conservação das 


espécies florestais nativas do Rio Grande do Sul, servindo como base de


 apoio às atividades de ensino, pesquisa e extensão, assim como um centro 


de lazer para a comunidade em geral. É um espaço aberto a toda 


Universidade e comunidade em geral, com entrada franca.




O visitante que for ao jardim botânico da Universidade Federal de Santa

 Maria pensando em ver apenas plantas terá uma surpresa (boa, espera-

se!). As plantas nativas e medicinais e diversas espécies provenientes de 

outros jardins botânicos chamam a atenção de aves, répteis e insetos,

 que acabam fazendo do local o seu habitat.



FONTES:
http://w3.ufsm.br/ccne/site/index.php?option=com_content&view=article&id=28&Itemid=11.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Parque Estadual Dois Irmãos (Recife-PE)

 foto do Açude da Prata com a casa que poderia ter pertencido a Branca Dias segundo a lenda

Vista aérea desta reserva de mata atlântica
O Rei Leão, coitado dispõe de um espaço tão pequeno pra ele, mas parece que já existe um projeto para corrigir estas e outras falhas.
Trilha na mata de Dois Irmãos


Durante o governo do general Dantas Barreto, em 1916, o Jardim Zoo-Botânico de Dois Irmãos foi inaugurado em plena Mata Atlântica, nas terras de Pedra Mole e do Riacho da Prata. Próximo à entrada do Horto.

Em 14 de janeiro de 1939 foi criado o Jardim Zoobotânico de Dois Irmãos. O  jardim Zoobotânico de Dois Irmãos passou a denominar-se Parque Dois Irmãos em 7 de julho de 1997. Em 1998 o Governo do Estado transformou a Reserva Ecológica de Dois Irmãos em Parque Estadual Dois Irmãos. 

 Atualmente está subordinado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente. Inaugurou-se, em 1973, o Museu de Ciências Naturais, que contém mais de 2.000 peças sobre os mamíferos, répteis, artrópodes, insetos, aves, conchas, minerais e fósseis.

À esquerda de quem entra no Jardim, passando o Museu de Ciências Naturais, é possível observar uma estátua imponente: o vendedor de pirulitos, feita em 1957 pelo escultor pernambucano Abelardo da Hora.

Além de várias espécies de mamíferos, aves e répteis, no Jardim Zoo-Botânico de Dois Irmãos encontram-se "pedalinhos" (para as pessoas se locomoverem pelo açude), charretes (puxadas a jumento) e um trenzinho, para levar crianças e adultos por todo o Horto, bem como restaurante e lanchonetes.

O horto é considerado como um dos maiores locais de Mata Atlântica de Pernambuco. Possuindo 387,4 hectares, sendo 14 hectares de área construída. O parque possui grande variedade de fauna, cerca de 850 animais entre aves, répteis e mamíferos distribuídos em mais de 120 espécies.

O zoológico ainda possui um centro de educação ambiental, um teatro, um museu de ciências naturais, uma biblioteca, e ainda estação de rádio e TV.


Vejo com muita tristeza o estado de abandono em que se encontra o parque que poderia ser bem melhor aproveitado como acontece em grandes capitais do pais e do mundo, aproveitando seu potencial turístico bem como, proporcionando aos cidadãos uma oportunidade de lazer e bem estar.

Mas uma luz começa a brilhar no fim do tunel, matéria publicada no Diário de Pernambuco divulga projeto de reforma do parque visando transformá-lo em bio-parque, aumentando, inclusive, o número de espécimes. O projeto tem o objetivo de atrair turistas por ocasião da copa do mundo que terá Recife como uma de suas sub-sedes.

 Segundo o projeto arquitetônico já concluído,  a maior parte dos animais ficará exposta em reproduções de seus habitats naturais, em semiliberdade. 
 
Os visitantes observarão os bichos por meio de mirantes suspensos ou no chão, do subsolo, sob escotilhas transparentes, e ainda poderão observar a fauna e flora de um teleférico, instalado numa estrutura elevada na reserva da Mata Atlântica do parque.

A atual gerente do parque, Silvana Silva afirma que este projeto leva em conta a necessidade de aproximar mais as pessoas da natureza e ao mesmo tempo preservar a mata e proteger os animais de um contato muito próximo e estressante com os visitantes.

Projeto e execução estão orçados em R$ 40 milhões. De acordo com o secretário executivo de meio ambiente, Helvio Polito, a estrutura representa um ponto estratégico tanto para o lazer, quanto para a educação da sociedade pernambucana.

Neste ano em que o parque completa 72 anos é com alegria que tomamos conhecimento de que finalmente ele vai ter o tratamento que merece e há muito tempo esta necessitando.

                    LENDA DO AÇUDE DA PRATA

No alto da página   coloquei a foto do Açude ou Lagoa da Prata onde, diz a lenda, Branca Dias jogou sua prataria quando foi presa pela inquisição. Achei interessante conhecer sua história e por fim, resolvi colocá-la aqui como um adendo à História do Parque de Dois Irmãos que fica situado em terras que segundo consta situa-se na área onde foi o primeiro engenho de cana de Pernambuco, de propriedade de Branca Dias e seu esposo Diogo Fernandes. Então, aí vai a história ou lenda:

Com uma existência entre história e lenda, considerada uma das heroínas do Brasil Colonial e de Pernambuco, Branca Dias foi, no Brasil do século XVI, a primeira mulher portuguesa a praticar «esnoga», a primeira «mestra laica de meninas» e uma das primeiras «senhoras de engenho».

Denunciada pela mãe e pela irmã e presa pela Inquisição nos Estaus, em Lisboa, Branca Dias embarca para o Brasil com sete filhos, juntando-se ao marido, Diogo Fernandes, vivendo ambos entre Camaragibe e Olinda, onde tiveram mais quatro filhos (também educou uma enteada).

Com a primeira visitação do Santo Ofício ao Brasil, em finais do século XVI, filhos e netos de Branca Dias são presos sob a acusação de reconversão ao judaísmo e enviados para Lisboa, para onde terão seguido igualmente, presume-se, os ossos de Branca Dias, a fim de serem queimados no Rossio em auto-de-fé.

Sua história é cheia de nuances: da infância no Minho à velhice em Olinda, a sua prisão em Lisboa, a existência perturbada no engenho de açúcar, o levantamento da casa grande de Camaragibe e da casa urbana da rua dos Palhares (ainda hoje existentes), o convívio com Duarte Coelho, primeiro capitão donatário do Pernambuco, a morte de Pedro Álvares da Madeira, comido pelos tupinambás, o candomblé dos escravos pretos, os terrores de uma nova geografia e uma nova fauna, o martírio do povo miúdo português no Novo Mundo.

No Tribunal do Santo Ofício

No processo nº 5736 do Tribunal do Santo Ofício, Inquisição de Lisboa, consta que Branca Dias, casada com o mercador Diogo Fernandes e filha de Antônio Afonso e Violante Dias, é cristã-nova, natural de Viana e moradora em Lisboa. Acusada de judaísmo, ela foi sentenciada, em 12 de setembro de 1543, a abjuração pública, dois anos de cárcere e hábito penitencial, ficando reservada a sua comutação e dispensa

Branca Dias apresentou uma petição ao Santo Ofício, em que pediu dispensa do tempo que lhe faltava cumprir, tendo sido a mesma concedida, talvez em razão de ter filhos pequenos para criar.

Sua mãe e a irmã Isabel Dias foram presas na mesma época. Elas eram naturais de Viana da Foz do Lima, onde moravam. No processo nº 5775, datado de 2 de abril de 1544, consta que Violante Dias foi ao auto-de-fé em Lisboa, e Isabel Dias foi sentenciada a abjuração pública, 2 anos de cárcere e hábito penitencial; reservada a comutação da penitência quando parecesse serviço de Nosso Senhor.

Após meio-século, a Inquisição voltou a processar a família de Branca Dias, depois que ela se mudou para o Brasil. No processo de nº 4580, do Tribunal do Santo Ofício, Inquisição de Lisboa, sua filha Beatriz Fernandes, a Alcorcovada, natural de Viana de Caminha e residente em Pernambuco, foi acusada de judaísmo.

Presa em Olinda a 25 de agosto de 1595, ela foi sentenciada, em 31 de janeiro de 1599, a ir ao Auto de Fé, abjuração em forma, cárcere e hábito penitencial perpétuo, penitências espirituais, além do confisco de bens. Em 3 de agosto de 1603, Brites (ou Beatriz) de Sousa e sua mãe Andresa Jorge, outra filha de Branca Dias, nascidas e residentes em Pernambuco, também foram sentenciadas, nos processos nº 4273 e 6321, respectivamente, a ir ao Auto de Fé; abjuração de veemente; cárcere a arbítrio; penitências espirituais; pagamento de custas.

Nessa mesma data, Briolanja Fernandes, filha de Diogo Fernandes e Madalena Gonçalves, uma das criadas de seu pai, foi sentenciada em Auto de Fé realizado na Ribeira, em Lisboa, com as penas de ir ao Auto de Fé em corpo, com uma vela acesa na mão, onde abjure de veemente suspeita na Fé, tenha cárcere a arbítrio dos inquisidores, tenha penas e penitências espirituais, instrução na Fé e pague as custas. Ela foi solta dos cárceres a 6 de Setembro de 1603.
As datas de nascimento e morte da heroína ainda hoje permanecem um enigma, e há várias versões. Algumas fontes dão como 1734–1761, embora essa data não coincida muito com o ápice da Inquisição em Portugal e suas colônias.
 
“Os heréticos não são aqueles que vão para fogueira. Os heréticos são os que acendem a fogueira”. (Shakespeare)
 
A seguir, algumas fotos da casa que segundo a lenda pertenceu a Branca Dias e que fica próxima ao lago da prata da fotografia do alto. (Certamente esta não é a feição original da casa de Branca Dias, visto que este estilo arquitetônico é típico do século 19, e não do século 16, quando ela aqui viveu.)
 
Acredita-se que talvez a casa original nem tenha sido neste exato lugar. O que não desmerece a lenda e a beleza do lugar. De qualquer maneira esta casa que está totalmente abandonada e em franca decadência e destruição, pelo seu valor histórico deveria estar sendo preservada.
 






Casa Grande do Engenho Canaragibe, primeiro engenho de cana de açucar de pernambuco cujos primeiros proprietários foram Diogo Fernandes e Branca Dias. Tendo sido destruida por ataque de índios, foi reconstruida e depois sofreu várias reformas que certamente desfiguraram sua arquitetura original. Hoje em dia a casa é tombada pela FUNDARPE  hoje, propriedade da família Mac Dowell.
Foto da área onde era prduzido o açucar do engenho ou fábrica, também denominada Moita
 
Fontes: http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar
http://pt.wikipedia.org/wiki/Branca_Dias
http://ecocaminhada.blogspot.com/2011/02/eco-caminhada-antiga-casa-de-branca.html 
http://www.diariodepernambuco.com.br/nota.asp?materia=20110114145915